segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

D'oh de Verão

D’oh de Verão I: Os maias erraram feio... O mundo não acabou em 21/12/2012...

D’oh de Verão II: Em compensação, já temos outra data para um possível fim: 13/04/2036!

D’oh de Verão III: Cientistas dizem que o meteoro Apophis pode colidir com a Terra nessa data... Agora a porra ficou séria!

D’oh de Verão IV: Chegou o verão, e com ele, uma coisa muito comum que atormenta a vida de todos...

D’oh de Verão V: Calor? Não, estou falando das enchentes...

D’oh de Verão VI: Ano novo, vida nova, alagamentos novos... As mesmas casas, as mesmas pessoas, o mesmo sofrimento...

D’oh de Verão VII: Não há o que fazer né? Afinal, o Governo não tem culpa de chover forte todo janeiro (ironia do dia)...

D’oh de Verão VIII: Cúmulo do óbvio 2012: Messi é eleito o melhor jogador do mundo pela 4ª vez seguida...

D’oh de Verão IX: Em Sorocaba existe uma lei para que o correntista não fique mais de 15 minutos nas filas dos bancos...

D’oh de Verão X: Que tal resolverem os problemas de saúde, educação, segurança, habitação etc em 15 dias? 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

SS: Schindler e Stauffenberg

Oskar Schindler e Claus Philipp Schenk Graf Von Stauffenberg (ou simplesmente coronel Stauffenberg) foram, sem dúvida, os grandes expoentes anti-nazistas da história alemã.

Inicialmente, podemos dizer que Oskar Schindler não era assim tão altruísta. Ele era membro do Partido Nazista, e aproveitando-se da situação de guerra da qual a Alemanha vivia, ele montou uma fábrica de armas na cidade polonesa de Cracóvia. Os empregados de sua fábrica eram todos judeus, que trabalhavam o dia todo nela e voltavam à noite para o campo de concentração de Plaszow.

Em 1944, a direção de Plaszow recebeu ordens do alto comando para desativar o campo de concentração, em virtude do avanço das tropas russas. Os judeus residentes de Plaszow teriam que ser transferidos para outro campo de concentração, onde seriam mortos. Schindler alegou que a mão de obra dos judeus em sua fábrica era imprescindível, e subornou os administradores do campo de concentração para que não os enviassem para a morte. Então Schindler fez uma lista de nomes, a famosa LISTA DE SCHINDLER, e com isso ele salvou a vida de 1.200 judeus dentre homens, mulheres e crianças. Os judeus dessa lista foram mandados para sua nova fábrica, que ficava na cidade de Zwittau-Brinnlitz. Mas dessa vez, os judeus não foram a essa fábrica para trabalhar, e sim para viverem em um lugar seguro até o desfecho da guerra. A fábrica era somente uma fachada...

Ao fim da guerra, com a Alemanha já tomada pelos Aliados, Schindler escapou da prisão graças ao depoimento de vários judeus a quem ajudara. Por conta disso, ele foi agraciado com uma pensão vitalícia dada pelo governo de Israel, em agradecimento pelo que fez àquelas pessoas. Em 9 de outubro de 1974, veio a falecer, e seu corpo está enterrado no cemitério de Monte Sião, em Jerusalém, com honras de herói.

Stauffenberg foi um coronel alemão na 2ª Guerra Mundial. Ferido num ataque aéreo em 1943, ele perdeu 2 dedos da mão esquerda, a mão direita e o olho esquerdo. Esse foi o divisor de águas na vida do coronel Stauffenberg, que já não concordava com o rumo que a Alemanha de Hitler estava tomando, e decidiu entrar para um grupo secreto de rebeldes, formado por vários oficiais nazistas e outras pessoas. O objetivo desse grupo era claro: matar Hitler e toda a cúpula do alto comando nazista e render-se aos Aliados. Para isso, elaboraram a OPERAÇÃO VALQUÍRIA.

A Operação Valquíria foi uma medida criada por Hitler para conter inquietações internas, mas Stauffenberg, agora promovido a Oficial do Estado Maior, fez várias mudanças no texto da operação. Com a assinatura de Hitler, Stauffenberg fez com que a Operação Valquíria se tornasse um testamento, e caso o Fuher viesse a falecer, através dela seria decidido o rumo que a Alemanha tomaria. Estava tudo pronto para o golpe de estado...

A reunião da cúpula nazista na Toca do Lobo, em 20 de julho de 1944, foi o momento perfeito para o atentado. Stauffenberg levou consigo dois explosivos, mas conseguiu armar apenas um, e os deixou em uma bolsa, debaixo da mesa da reunião, ao lado de Hitler. Ele arrumou uma desculpa para deixar a sala de conferências, e logo ocorreu a explosão.

Imediatamente Stauffenberg e os demais conspiradores iniciaram a Operação Valquíria, espalhando por telefone a notícia da morte de Hitler. Duas horas depois, a notícia é desmentida, pois Hitler sobreviveu ao ataque, e Stauffenberg e os membros da resistência foram presos e mortos. Esse foi o 15° atentado realizado contra Hitler.

Dessas histórias surgiram os filmes A LISTA DE SCHINDLER e OPERAÇÃO VALQUÍRIA, que são verdadeiras lições de compaixão e de heroísmo. No decorrer dos tempos, as lendas de Oscar Schindler e do Coronel von Stauffenbeg ecoarão para sempre na história da humanidade.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Gessingerismo Musical



Beto Gessinger é um compositor, cantor e multi-instrumentista gaúcho. É líder de uma das maiores bandas do rock nacional: os Engenheiros do Hawaii. Dentre tantas formações que a banda teve, ele foi o único que permaneceu nela até os dias atuais.

As letras compostas por Beto Gessinger são, para mim, coisas de gênio, e para outros, letras sem fundamentos. Elas são embasadas em história, atualidades, cultura gaúcha, críticas político-sociais e também no amor (é claro). Mas o que realmente impressiona é o paradoxo usado por ele em muitas letras. Diversos trocadilhos, como “mas o quase tudo quase sempre é quase nada”, dá um destaque peculiar às suas canções. Não teve outro grande nome do Rock nacional que soube tão bem explorar o sentido das palavras, fazendo com que mesmas palavras tivessem outros sentidos (caramba, consegui fazer um trocadilho “gessingerístico”!). Não sou expert em MPB, mas do pouco que conheço, nunca vi nada similar...

“Ano 2000 era futuro, há pouco tempo atrás” (da canção Túnel do Tempo)

“Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir” (da canção Infinita Highway)

“Todos iguais, todos iguais, mas uns mais iguais que os outros” (da canção Ninguém=Ninguém)

“A medida de amar, é amar sem medida” (da canção Números)

Não importa se só tocam, o primeiro verso da canção, a gente escreve o resto sem muita pressa, com muita precisão” (da canção Exército de um Homem Só)

“Para-raios em dia de sol para mim” (da canção Parabólica)

“Somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos" (da canção Pra ser Sincero)

Descrevo essas letras com apenas uma palavra, no plural: FANTÁSTICAS! Beto Gessinger está no nível dos maiores poetas musicais brasileiros. Encerro essa homenagem com a canção que, em minha opinião, é a mais repleta de paradoxos, antíteses e trocadilhos que já vi (e ouvi)... Chama-se MUROS E GRADES!


Nas grandes cidades do pequeno dia-a-dia
O medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido
Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre as sobras
Da nossa escassez
Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre sombras
Entre escombros
Da nossa solidez
Nas grandes cidades de um país tão surreal
Os muros e as grades
Nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo prá descobrir
Que não é por aí...não é por nada não
Não, não pode ser...é claro que não é
Será?


Meninos de rua, delírios de ruína
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida, faz seu trottoir
Em armar de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear!
Um dia super
Uma noite super
Uma vida superficial
Entre cobras
Entre as sobras
Da nossa escassez
Viver assim é um absurdo
Como outro qualquer
Como tentar um suicídio
Ou amar uma mulher

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Polícia: Profissão Perigo

Ser policial nesse país não é fácil. Teoricamente, sua luta deveria ser apenas contra os bandidos, mas aqui no Brasil a luta também é contra um governo sem vontade e também contra uma sociedade que não reconhece e que desmerece seu trabalho.

O poder do crime organizado cresceu em proporções desmedidas pelo país. Bairros, favelas, comunidades etc., tomadas pelo poder paralelo, e esse poder não cresceu assim de ontem pra hoje, muito pelo contrário, é uma coisa de anos! Foram anos dessas quadrilhas praticando crimes como estelionato, latrocínio, tráfico de drogas, sequestro etc., e com o passar do tempo foram ficando cada vez mais fortes e tomando conta de bairros afastados das zonas urbanas, transformando esses locais em verdadeiras “terras sem lei”.

O que nosso ilustre governo fez para evitar isso? Se você responder “nada”, não deixa de estar certo. Mas acho que a resposta correta seria “muito pouco”. Foi um descaso muito grande com esse problema durante décadas de governos estaduais e federais. Como se explica o fato desses bandidos comandarem suas operações de dentro dos presídios? Será que teve em algum governo tucano, petista, militar, satanista (Collor de Mello era devoto do chifrudo) vontade política de reformular nosso defasado Código Penal? É óbvio que não...

Um Código Penal promovido na década de 40 merecia uma reformulação, não concordam? Era de uma prioridade maior até do que a Reforma Tributária ou a Previdenciária (outras lendas). E claro, também deveria ser feito no país um investimento maciço na EDUCAÇÃO! Essas “coisinhas” fariam o Brasil ser mais seguro.

E a sociedade? Quantas vezes ouvi frases célebres como “eu prefiro viver com traficante ao meu lado do que com polícia”, “os traficantes nos ajudam, dão cesta básica, pagam cursinho pro meu filho, não deixam a gente na mão” etc. Como eles são bonzinhos né? Aí o filhinho da madame desaparece, e advinha pra quem ela vai ligar? Pro traficante? Não, pra polícia...

“Pelo amor de Deus, meu filho desapareceu, vocês têm que encontrá-lo, o coitadinho é um bom menino, não faz mal pra ninguém blá blá blá...”

Esse apoio que os traficantes dão a essas pessoas tem um preço muito caro. Eles simplesmente pegam seus "queridos filhos" (menores, de preferência) e os colocam na linha de frente, com uma arma na mão. E claro, se eles pisarem na bola com os traficantes, já sabe...

E os usuários? Será que não passa pela cabecinha deles que, graças ao seu vício, são eles que sustentam o crime organizado? Na minha opinião, usuário também deveria ser CRIMINALIZADO, pois esse negócio de traficante ser criminoso e usuário ser inocente é hipocrisia!  Usuário é, indiretamente, um criminoso também, e me desculpem a sinceridade...

E os Direitos Humanos? Que piada! Nunca vi nenhum membro dessa instituição defender os familiares das vítimas dos bandidos. Defendem apenas a integridade do criminoso! O nome dessa organização deveria ser mudado para “Direitos de Manos”.

Contra tudo e contra todos, está nossa POLÍCIA! Pais de família, homens e mulheres de bem, sempre injustiçados e como sempre, mal remunerados (é claro que tem maus elementos nela, mas é minoria). Uma pessoa que quer seguir essa carreira tem que ser obstinada e determinada, pois a luta que travarão no seu dia a dia é digna de MacGyver.

Dentre tantas canções que difamam a polícia e fazem apologias ao crime, quero encerrar meu “desabafo” com um trecho de uma música de Tião Carreiro & Pardinho, ícones da música caipira, que tinham de sobra uma coisa que falta a muita gente: CONSCIÊNCIA.

"Policiais amigos meus,
pra vocês eu peço a Deus,
Muita sorte e segurança.”



terça-feira, 13 de novembro de 2012

A árvore gene(sis)alógica

Quando comecei a gostar de rock, a primeira banda de quem fiquei fã foi do Genesis. Meu tio tinha um disco deles chamado “Invisible Touch”, que foi o mais vendido da história da banda. É um disco pop, com algumas músicas progressivas, baladas e que é muito agradável de se ouvir.

Indo a fundo na história do Genesis, vi que eles começaram como uma banda de rock progressivo. Músicas compridas, de intermináveis solos de teclado e guitarra, letras voltadas ao misticismo, um vocalistas teatral que se fantasiava de personagens das músicas etc... Simplesmente excepcional! Não dá pra falar do rock progressivo sem citar o Genesis. Quando mudaram o estilo, passando a fazer músicas pop/rock, fizeram um enorme sucesso, e marcaram definitivamente seu nome no cenário da música mundial.

O que quero dizer com “arvore gene(sis)alógica” é que eu vejo essa banda como uma árvore, que deram excelentes frutos para a música. Vejamos:

Peter Gabriel: Ele era o responsável pelo teatro promovido pela banda na era progressiva. Fantasiava-se, compunha músicas voltadas ao misticismo e tinha uma interpretação digna de atores de cinema. Além disso, tocava flauta, o que dava um toque ainda mais requintado nas músicas. Ao sair do Genesis, fez uma carreira solo de muito sucesso com hits como Sledgehammer, Mercy Street, Bikko e Don’t Give Up. O clipe da música “Sledgehammer” foi considerado o melhor de todos os tempos pela MTV. Peter Gabriel é também um ativista de causas sociais, envolvido em várias ONGs pelo mundo, principalmente na África.

Tony Banks: Tecladista ultra talentoso, além de exímio pianista. Se fizerem uma lista com os 5 melhores tecladistas de todos os tempos, com certeza ele estará presente. A sonoridade peculiar das canções do Genesis deve-se a ele.

Steve Hackett: Um grande guitarrista. Ele é o criador da técnica chamada “tapping”, que é usada por vários guitarristas, incluindo Eddie Van Halen, Steve Vai, Yngwie Malmsteen, dentre outros. Sua carreira solo tenta manter acesa a chama do Genesis progressivo, pois o repertório usado por ele inclui várias músicas dessa época.

Mike Rutherford: Baixista na formação original, mas também tocou guitarra após a saída de Hackett (revezava com Daryl Stuermer, o guitarrista contratado pelo Genesis). Criou uma banda homônima chamada Mike and the Mechanics, e emplacou sucesso mundial com a música “Over My Sholder”.

Phil Collins: Falar o quê desse cara? Mais 150.000.000 de discos vendidos no mundo, uma voz magnífica, baterista de altíssima qualidade, além de pianista, trompetista, tecladista, percussionista, guitarrista etc. Fez músicas marcantes, como Another Day in Paradise, Against All Odds, One More Night, You’ll Be In My Heart, dentre outras. Tem uma simpatia e carisma além do normal.

Genesis realmente foi uma banda única. Começou com 5 integrantes e terminou com 3, mas o sucesso só aumentou com o decorrer do tempo. Mudaram de estilo: de rock progressivo para pop/rock, e mesmo assim houve uma incrível aceitação por parte dos fãs (e rejeição de outros), além de ganharem novos fãs. Lotaram o extinto Wembley Stadium com 500.000 pessoas em 3 dias de show, na Invisible Touch Tour, de 1987.

Que as novas gerações busquem conhecer e admirar as músicas dessa incrível banda!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tears in Heaven from Brazil

Tears in Heaven é uma canção que Eric Clapton fez em homenagem a Connor, seu filho de apenas 4 anos, que caiu do 53º de um prédio, em 1990. A tradução dela, em português, significa “Lágrimas no Céu”. Ver a letra dessa música e ouvir a melodia ímpar composta por Clapton faz com que qualquer pessoa desmorone-se em prantos...

No Brasil, no ano de 2007, um crime bárbaro e covarde tirou a vida de uma criança, no Rio de Janeiro. O nome desse inocente era João Hélio Fernandes. O crime aconteceu em fevereiro, quando a mãe de João Hélio voltava para casa, de carro, com os filhos e com uma amiga. No semáforo de um cruzamento, eles foram abordados por 3 assaltantes armados, e receberam ordens para abandonar o veículo. Ao saírem do carro, o pequeno João Hélio ficou preso no cinto de segurança, e os bandidos saíram em disparada com o veículo, arrastando o pobre e indefeso menino por 7 kilometros.

Os motoristas que presenciaram o que estava acontecendo buzinaram e sinalizaram com os faróis, numa tentativa desesperada de fazer com que parassem o carro, mas a única coisa que conseguiram foi com que os bandidos ironizassem, dizendo que “não estavam arrastando um menino, e sim um boneco de Judas”. Ouviam-se gritos de desespero das pessoas que testemunharam essa atrocidade, e logo depois os bandidos abandonaram o veículo. O corpo de João Hélio ficou totalmente desfigurado...

Ao tempo que é comovente, é indignante! Até onde vai a capacidade cruel de um ser humano? Será que não se tem piedade nem da vida de uma criança? Que o ser humano tem um lado maligno, isso todos sabem, pois a história nos mostra isso. Mas será que isso nunca vai ter fim? Será que veremos muitos “joãos”, “isabellas (caso Nardoni)” e “yves (Yves Otta)” serem assassinados dessa forma? A resposta é sim, infelizmente...

Tentar se colocar no lugar dos pais dessas crianças, é cair em prantos. Ouvir as palavras de Aline, irmã de João Hélio, no velório dele, também nos leva aos prantos:

            “Irmão, desculpa, por não ter podido te salvar! Eu quero meu irmão. Eu quero meu bebê. Eu quero ouvir a vozinha dele. Eu quero ir com ele. Eles levaram o meu irmão..."

Qualquer tragédia que envolve uma criança sempre nos leva aos prantos...

Tears in Heaven é uma canção fantástica. Ao ouvi-la, sentimos toda a dor que Eric Clapton teve ao perder seu filho amado, uma dor que foi transpassada para o mundo em forma de música. João Hélio não sofreu um acidente como Connor, mas foi vítima da perversidade da qual alguns humanos são capazes de cometer! A morte é uma coisa única, mas algumas de suas faces nos deixam totalmente desconcertados...

Pequeno João Hélio, não apenas o Céu, mas o Brasil ainda derrama lágrimas por você...

Descanse em paz... 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

CORRU-PT-OS! Um conto sobre dois “zés”...

O julgamento do mensalão está sendo um marco na história do Brasil. É um alívio para a sociedade ver que a justiça está sendo feita aos corruptos que lesam em muito nosso país. Dinheiro público desviado e indo parar em bolsos de parlamentares, para que os mesmos votem em projetos do governo... Tenha dó, né?

Roberto Jefferson, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Valdemar da Costa Neto etc, nomes que serão lembrados para sempre nesse que foi um dos maiores escândalos políticos do Brasil. Dos envolvidos, duas pessoas têm uma história política singular, na qual não se esperaria jamais uma coisa dessas: José Dirceu e José Genoíno.

José Dirceu e José Genoíno eram políticos respeitadíssimos no país. Seu passado de luta contra a ditadura e contra a censura fez com que se tornassem referência no partido que fundaram: o PT. Lideranças natas, ambos começaram como líderes estudantis e integraram a UNE (União Nacional dos Estudantes), e faziam oposição ao governo. Ambos foram presos políticos.

Genuíno participou da famosa Guerrilha do Araguaia, uma ofensiva que pretendia derrubar o governo militar e instaurar um regime comunista no Brasil, e que não deu certo. José Dirceu lutou contra o regime militar, exilou-se em Cuba, duas vezes, fez plástica, mudou de nome e voltou ao Brasil, vivendo clandestinamente até a anistia ser concedida pelo governo em 1979. Ambos foram deputados federais e eram nomes fortes do PT para, futuramente, serem candidatos ao governo de São Paulo e até mesmo para a Presidência da República.

Em 2002, quando Lula foi eleito presidente, imaginava-se que homens como eles, por sua história de perseguição política, prisões, exílio e lutas, nunca estariam envolvidos num escândalo tão vulgar quanto o Mensalão. Será que eles se esqueceram de seus princípios políticos quando assumiram o poder? Será que se esqueceram do sofrimento que tiveram na cadeia, no exílio, no pau de arara (ferramenta usada pelo DOPS para torturar os presos políticos), e pensaram que, agora que eles estavam no poder, poderiam simplesmente fazer o que quisessem e esperar que a sociedade ainda os agradecesse por sua luta em prol da Democracia? Eles não serão mais lembrados por suas lutas passadas, e sim por estarem diretamente envolvidos nesse esquema e por serem líderes dessa quadrilha...

Não adianta os petistas quererem defendê-los com argumentos pífios do tipo “isso já existia antes”, “o PSDB também fez isso”, “se não fosse assim o Lula não conseguiria governar” e tantas outras desculpas, totalmente esfarrapadas. Pior cego é aquele que não quer ver! Eu mesmo já fui seguidor desse partido, e agora eu desprezo a política sem fundamento dessa corja. Eles são bandidos, iguais a muitos outros no Congresso, que prejudicaram o erário público e tem que pagar por isso! Genoíno disse recentemente que a imprensa tortura mais do que a ditadura, pois eles atacam a ALMA... A liberdade de expressão defendida outrora por eles agora é repudiada, e se fosse possível, eles calariam a imprensa, como queriam fazer no Ceará, com o Órgão Regulador da Imprensa. Uma total inversão de valores que mostra a verdadeira índole desses “deuses” do Partido dos Trabalhadores! Se esses canalhas, pelo menos, fossem expulsos do partido, daria pra acreditar que ainda existe alguma seriedade nele...

Isso tudo mostra a real face de alguns políticos do PT. Ideologia? Faz tempo que não existe (se é que um dia existiu)! Ética? O PT está há anos-luz dessa prática... Hoje eles firmam alianças contraditórias com certos candidatos, e tudo em nome do interesse. No passado, um dos sonhos do PT era acabar com o malufismo em São Paulo. Nada como ano após ano...

Se o PT um dia honrou sua sigla, deve ter sido há muito, muito tempo. Hoje, o que vemos é que essa sigla se encaixa, não só na forma gramatical, mas também no contexto da palavra “corruPTo”...